Queres a opinião de alguém que está por dentro das obras à tua volta? Apresentamos-te então o Senhor Engenheiro João Paulo Silva da empresa SOPSEC:

O PAE fez uma entrevista a pensar em ti!
1. Qual a sua função nas obras de reconstrução da nossa escola?
Eu sou um dos responsáveis pela fiscalização da obra, represento a ligação obra-escola-empresa responsável. No fundo, represento o dono da obra, garantindo a qualidade da mesma de acordo com o que esta projectado. A direcção, os professores ou os funcionários podem falar comigo para solucionar qualquer problema que tenha surgido. É importante destacar que a segurança é um dos aspectos preponderantes nesta obra.
O número de operários vai variando consoante o tipo de trabalho. Neste momento, estão a trabalhar diariamente cerca de 120 operários, tirando o pessoal que trabalha nos escritórios, que são cerca de 15. No início dos trabalhos, este número era muito menor, pois eram precisos menos funcionários para a primeira fase da obra. Para começar com as escavações e as demolições, por exemplo, o que se utiliza mais são as máquinas. Agora que já estamos numa fase mais avançada, são necessários mais funcionários para a construção em si.
3. Que condições de segurança oferecem aos trabalhadores?
Na obra, diariamente, está pelo menos uma pessoa a garantir que está tudo a correr conforme o planeado em termos de segurança, desde a assistência médica à legalidade dos trabalhadores. Para evitar qualquer tipo de incidente, todos os trabalhadores, antes da obra começar, são sujeitos a uma acção de formação de acordo com o tipo de obra em que participarão.
Diariamente, os operários são obrigados, no mínimo, a utilizar material de segurança como o capacete e as botas de protecção. Para além disso, quando necessário, são feitas vedações e sinalização de buracos. Felizmente, nesta obra nunca ocorreu nenhum acidente de maior.
4. Quanto à questão do ruído, há algumas queixas por parte dos alunos. Não há nada que se possa fazer em relação a esse aspecto?
4. Quanto à questão do ruído, há algumas queixas por parte dos alunos. Não há nada que se possa fazer em relação a esse aspecto?
Ouvimos sempre alguma queixa em relação a esse aspecto, mas não houve nenhuma excessiva. O que temos a dizer é que é impossível prosseguir a obra sem fazer barulho e fazê-lo à noite seria ainda mais complicado por causa das casas que existem em volta da escola. Mas, quando há necessidade de realizar algum trabalho que se possa tornar excessivamente incómodo para os alunos, tentamos realizá-lo fora do tempo de aulas, como às quartas-feiras de tarde, que é um dia óptimo para nós.
Em questão à época de exames, durante a realização dos mesmos a obra terá de ser interrompida ou apenas serão feitos trabalhos que temos a certeza de que em nada incomodarão.
5. Quanto aos alunos, têm alguma queixa?
5. Quanto aos alunos, têm alguma queixa?
Temos tido um bom apoio por parte da direcção e dos professores, o que faz com que haja uma boa relação entre nós. Com os alunos não pode haver contacto e os operários não devem responder a provocações. Lembro-me de um caso em que um trabalhador de raça negra foi alvo de alguns comentários menos simpáticos. Perante esta situação, este participou a ocorrência ao responsável da sua equipa e este, por sua vez, comunicou à direcção.
6. Houve algum contratempo, até hoje, na obra?
6. Houve algum contratempo, até hoje, na obra?
Como referi anteriormente, quanto à segurança não houve contratempo algum. Mas em relação à obra em geral, tivemos alguns problemas na época em que havia precipitação abundante, uma vez que esta coincidiu com a altura das escavações. Como é óbvio tivemos de nos adaptar, pois a obra não podia atrasar por motivos climatéricos. Nestes casos o número de trabalhadores foi intensificado, bem como o horário destes, que muitas vezes trabalham até às dez/onze da noite. Tivemos também de trazer para o local algumas bombas de água para a retirar dos poços que se formaram.
7. Foi divulgado que a obra teria um prazo de 18 meses a partir de Outubro do ano passado, este prazo será cumprido?
7. Foi divulgado que a obra teria um prazo de 18 meses a partir de Outubro do ano passado, este prazo será cumprido?
Acho que sim, independentemente do que aconteça os prazos têm de ser cumpridos. No início foi um pouco difícil perceber como é que a vossa escola funcionava e as mudanças foram muito complicadas. Muitas vezes tivemos de ficar cá ao domingo para que os prazos não sofressem alterações. Uma das mudanças que foi bastante complicada foi a da secretaria, que nos levou bastante tempo a tirar tudo de um local para pôr noutro.
8. É possível que o custo da obra ultrapasse o preço divulgado?
8. É possível que o custo da obra ultrapasse o preço divulgado?
Não, é impossível que isso aconteça, antes pelo contrário: pretendemos reduzir o custo total da obra. Tentamos sempre reduzir, uma vez que nos deparamos com as medidas do FMI, mas a qualidade não irá ser reduzida. Temos optado por outras ideias e outras hipóteses e está tudo controlado ao máximo.
9. Para que os nossos alunos tenham uma ideia mais realista de como ficará a nossa escola, há algum ponto de comparação entre esta e alguma das outras escolas renovadas do distrito?
9. Para que os nossos alunos tenham uma ideia mais realista de como ficará a nossa escola, há algum ponto de comparação entre esta e alguma das outras escolas renovadas do distrito?
Podemos comparar a vossa obra com a obra da escola das Taipas que foi feita pelo mesmo arquitecto. Podem ir lá ver como ficou o ambiente e ter uma ideia de como ficará a vossa escola. Sinceramente, gostei muito dela e sou da opinião que o arquitecto tem umas ideias muito atractivas. O investimento vale a pena e as infra-estruturas durarão muito tempo.
Se quiserem mais informações sobre a SOPSEC não hesitem,
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